Em foco – Brasil

BRASIL – ORGANIZAÇÃO SOCIOPOLÍTICO-ECONÔMICA

EUBrasil

Desde o retorno à democracia no início de 1980, o Brasil vem garantindo a separação entre os poderes da República. A Constituição Cidadã de 1988 consagrou a democracia liberal no país. A convivência pacífica das etnias – brancos (48,2%), ascendência mista (44,2%), negros (6,9%), asiáticos (0,7%,) e indígenas (de 0,7%) – e a liberdade de credo (maioria católica de 64,6%) garantida pela Constituição caracterizam uma sociedade cosmopolita e moderna que prega a tolerância entre as diferenças.

Em termos de práticas comerciais, o Brasil opera numa cultura empresarial baseada no contato pessoal e familiaridade entre investidores e parceiros locais. Assim, em algum momento os investidores devem planejar visitar o país para reunir-se com contatos qualificados e serviços de apoio do governo, participar de rodadas de negócios, visitar a instalações etc.

Fonte: Investment Guide to Brazil 2014

Regime de governo – Democracia presidencialista.

O atual mandato da presidenta Dilma Rousseff extingue-se ao final de 2014, estando previstas para outubro deste ano eleições para Presidente da República, Governadores, Deputados Estaduais/Distritais, Senadores e Deputados Federais.

BRASIL EM NÚMEROS

A 7ª economia do mundo – com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,4 trilhões em 2013, ou 50 % da economia da América Latina.O crescimento do PIB acumulado nos últimos três anos foi de 11,1%, com média anual estimada em 3,5% para o período 2010-2015.

Grande mercado consumidor – com 201 milhões de pessoas, o Brasil é atualmente o 3º maior mercado do mundo para produtos de beleza e saúde e PCs; 4º maior para celulares, automóveis e televisões; e 5º para equipamentos médicos.

Balança comercial global – Em 2013, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,6 bilhões, importante queda diante do superávit de US$ 19,4 bilhões em 2012.

Tabela 1 – Comércio exterior brasileiro 2002/2013 (em US$ bilhões)

Anos Exportações (X) Importações (M) Intercâmbio Comercial (X + M) Saldo Comercial (X – M)
2013 242,2 239,6 481,8 2,6
2012 242,6 223,2 465,8 19,4
2011 256,0 226,2 482,3 29,8
2002 60,4 47,2 107,7 13,2

Fonte: Ministerio das Relações Exteriores (MRE)

Maior receptor de IED na AL – o país foi o principal receptor de investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina em 2013, com US$ 63 bilhões, e o 7º no mundo, segundo relatório da UNCTAD-ONU.

O território rico em recursos naturais, uma base industrial de liderança e uma democracia forte tornam o Brasil um dos países mais atraentes para o investimento estrangeiro. Até 2014, serão investidos U$ 15 bilhões em crédito e subsídios para apoiar projetos inovadores no âmbito do programa Inova Empresa.

Vantagens competitivas

• Liderança na economia regional

• Quadro de investimentos seguro

• Grande mercado interno

• Player global

• Foco na inovação

• Força de trabalho de classe mundial

• Grandes projetos de infraestrutura

• Energia e potência agrícola

• Gateway para a América Latina

EMPRESAS BRASILEIRAS EXPORTADORAS

Credito Blog do Planalto

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) relativos a 2012 (Tabela 2), das 6.439 empresas brasileiras classificadas como de grande porte, 3.266 exportam para a UE, contra 2.568 que exportam para os EUA e 3.306 para o Mercosul.

O valor FOB representado pelas exportações do Brasil para a UE foi de US$ 47,3 bilhões de dólares; contra US$ 24,1 bilhões para os EUA e US$ 21,0 bilhões para o Mercosul.

 

Tabela 2 – Exportação brasileira de grandes empresas em 2012 (US$ FOB)

Grandes empresas Nº de Empresas FOB (US$)
Qtde 2012 Part % US$ FOB 2012 Part %
6.439 29,97 232.155.703.430 100,00
014 União Europeia (UE) 3.266 50,72 47.258.276.934 20,36
023 EUA (inclusive Porto Rico) 2.568 39,88 25.144.162.809 10,83
024 Mercosul 3.306 51,34 20.965.799.599 9,03

Fonte: MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO INDÚSTRIA E COMÉRCIO (MDIC, 2013) Nota: Distribuição por bloco econômico de destino – todos os blocos.
* Os totais dos blocos e os percentuais não conferem com os totais gerais por porte em razão de um país poder fazer parte de vários blocos.
** Grande empresa industrial: mais de 200 empregados e valor acima de US$ 20 milhões; grande empresa comercial e de serviços: mais de 80 empregados e valor acima de US$ 7 milhões (metodologia SECEX/MDIC).

Balança comercial Brasil-UE – em 2013, as exportações brasileiras para a UE foram de US$ 47,8 bilhões (FOB) e as importações de US$ 50,7 bilhões (FOB), com saldo negativo nas contas brasileiras de US$ 3,0 bilhões (FOB). Ver Tabela 3, abaixo.

Tabela 3 – Evolução do intercâmbio comercial Brasil-UE 2009-2013 (US$ bilhões, FOB)

Descrição

2009

2010

2011

2012

2013

Exportações brasileiras 34,2 43,2 53,2 49,1 47,8
Variação em relação ao ano anterior -26,6% 26,5% 23,0% -7,6% -2,7%
Importações brasileiras 29,2 39,2 46,5 47,7 50,7
Variação em relação ao ano anterior -19,2% 33,9% 18,7% 2,7% 6,4%
Intercâmbio comercial 63,4 82,4 99,6 96,8 98,5
Variação em relação ao ano anterior -23,4% 29,9% 20,9% -2,8% 1,8%
Saldo comercial 5,0 4,1 6,7 1,4 -3,0

Fonte: Ministério das Relações Exteriores (MRE)

A Tabela 4, abaixo, traz os 15 capítulos mais representativos do Sistema Harmonizado (SH), em importações efetivas da UE, via Sistema Geral de Preferências (SGP) originárias do Brasil, e que correspondem a 91% das exportações brasileiras realizadas por meio do programa.

Tabela 4 – Principais capítulos importados pela UE advindos do Brasil via SGP (2012)

Capítulo Descrição Exportações efetivasvia SGP (€ milhões)
84 Caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos 779,7
27 Combustíveis minerais 619,8
29 Produtos químicos orgânicos 486,8
41 Peles, exceto a peleteria e couros 288,4
39 Plásticos e suas obras 227,9
87 Veículos automóveis, tratores 226,7
64 Calçados, polainas e artefatos semelhantes 211,4
85 Máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes 193,5
08 Frutas 165,5
28 Produtos químicos inorgânicos 160,7
38 Produtos diversos das indústrias químicas 119,7
15 Gorduras e óleos animais ou vegetais 91,6
72 Ferro fundido, ferro e aço 84,9
40 Borracha e suas obras 79,8
35 Matérias albuminoides, colas; enzimas 71,5
Total 4.180,6

Fonte: EUROSTAT / FIESP

OS DEZ MAIORES EXPORTADORES – UE-BRASIL & BRASIL-UE

Crédito: Blog do Planalto

Quadro 5 – As dez maiores empresas exportadoras brasileiras em 2013 (mais de US$ 100 milhões/US$ FOB)

Ranking Razão Social
Vale S/A
Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras
Bunge Alimentos S/A
BRF S/A
Cargill Agrícola S/A
ADM do Brasil Ltda.
Embraer S/A
Louis Dreyfus Commodities Brasil S.A.
JBS S/A
10º QUIP AS

Fonte: MDIC

Quadro 6 – As dez maiores empresas importadoras brasileiras em 2013 (mais de US$ 100 milhões/US$ FOB)

Ranking Razão Social
Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras
Samsung Eletrônica da Amazônia Ltda.
Braskem S/A
Toyota do Brasil Ltda.
Cisa Trading S/A
Embraer S/A
Volkswagen do Brasil Ltda.
Ford Motor Company Brasil Ltda.
LG Electronics do Brasil Ltda.
10º Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.

Fonte: MDIC

Os europeus são os maiores importadores de produtos agrícolas brasileiros.

Tabela 3 – Produtos com recorde no valor exportado em 2013

Produtos Recorde em 2013 Recorde anterior
US$ milhões Var. % sobre 2012 Qtde (ton) Ano US$ milhões
Soja em grão* 22.812 29,7 42.796.104 2012 17.455
Farelo de soja 6.787 2,1 13.333.546 2012 6.595
Carne bovina 6.660 15,0 1.504.317 2012 5.744
Milho* 6.299 16,1 26.622.831 2012 5.383
Automóveis (mil unidades) 5.485 46,1 476 2008 4.916
Celulose* 5.185 9,3 9.875.354 2011 5.002
Couro* 2.492 19,4 482.758 2007 2.185
Veículos carga (mil unidades) 2.211 5,3 109 2011 2.190
Minério de cobre* 1.826 19,9 854.263 2011 1.573
Obras de mármore e granito* 862 24,4 1.055.975 2007 732

Fonte: MDIC/SECEX Nota: (*) Recordes em valor e em quantidade embarcada

AGRONEGÓCIO

Credito Blog do Planalto

No Brasil, o agronegócio é hoje responsável por quase 40% das exportações, gerando superávit anual de US$ 80 bilhões e sustentando o saldo positivo total da balança comercial com grande peso macroeconômico para o país.

O Acordo de Livre Comércio do Mercosul com a União Europeia é importante saída para a promoção comercial do Brasil, com repercussão na economia dos países de ambos os blocos, em aspectos como índices de renda, emprego e consumo, aumentando o acesso por parte do consumidor a produtos mais baratos e ampliando as opções de escolha.

Principais produtos agrícolas exportados pelo Brasil – complexo soja, produtos florestais, café, carnes e suco de laranja representam 80% das vendas do agronegócio para a UE, alta concentração que demanda trabalho de diversificação da pauta exportadora, abrindo espaço para produtos não tradicionais.

Projeções para a safra 2023/2024

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Fonte: OUTLOOK FIESP/ USDA (2013)

ÓRGÃOS DE APOIO AO COMÉRCIO BILATERAL

Missão do Brasil em Bruxelas – o Brasil estabeleceu relações diplomáticas com a Comunidade Econômica Europeia em 1960.

Em 1961, uma representação diplomática permanente estabeleceu-se em Bruxelas, surgindo assim a Delegação do Brasil junto à Comunidade Econômica Europeia. Em 1963, com ampliação das atribuições, foi criada a Missão do Brasil junto às Comunidades Europeias – BRASEUROPA.

Secom/Bruxelas – o Setor de Promoção Comercial do Brasil (Secom) na Bélgica, na Embaixada do Brasil, coloca o país no circuito de feiras importantes, como a European Seafood e o Salon de Vacances.

O exportador pode contar também no Brasil com a Representação Econômica de Flandres e a Representação Econômica da Valônia.

Apex-Brasil – a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) exerce várias atividades, a fim de promover os produtos e serviços brasileiros no exterior.

A Apex-Brasil objetiva fortalecer a marca Brasil por intermédio de missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em feiras internacionais e agenda de visitas de compradores e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios. A Agência também atua na atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) em setores estratégicos para desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

CNI – a Confederação Nacional da Indústria (CNI) forma uma rede com 27 federações de indústrias nos Estados e no Distrito Federal, além de mais de 1.000 sindicatos patronais associados e 196.000 estabelecimentos industriais.

Como principal objetivo, a CNI age em defesa dos interesses do setor produtivo, quer na superação de barreiras de acesso ao mercado internacional e mudanças tributárias, quer em questões trabalhistas e exigências ambientais.

A CNI participa da formulação de políticas públicas, acompanhando propostas de interesse da indústria em tramitação no Congresso Nacional. No Judiciário e no Executivo, a CNI monitora as leis que repercutem diretamente na indústria, avaliando as decisões que impactam diretamente o setor.

CNA – a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) inaugurou, em 2013, em Bruxelas, o Espaço Agro Brasil, diante da necessidade de informações ágeis e confiáveis para a gestão agropecuária na União Europeia (UE), com o objetivo de impulsionar as negociações para o Acordo de Associação Mercosul-UE.

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