Ministro reforça posição do governo brasileiro para avançar nas negociações do acordo Mercosul-União Europeia

Minister Armando Monteiro and ambassador Josef Smets (Photo MDIC)

Minister Armando Monteiro and ambassador Josef Smets (Photo MDIC)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro Neto, afirmou que a posição do governo brasileiro é de avançar nas negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). “Conseguimos evoluir no Mercosul, com convergência entre os países-membros, e estamos prontos para avançar com a apresentação de uma oferta para concluir as negociações. Hoje, esta é uma posição de governo no Brasil”, disse o ministro, durante reunião com o embaixador da Bélgica no Brasil, Josef Smets.

O ministro lembrou que a presidente Dilma Rousseff já se manifestou favorável às tratativas entre os dois blocos comerciais. “Aguardamos também uma oferta da União Europeia para prosseguir. Fechar esse acordo irá fortalecer o Mercosul”, acrescentou Armando Monteiro.

O embaixador belga se dispôs a levar esta mensagem do ministro aos representantes europeus e manifestou interesse na ampliação das relações comerciais e de investimentos com o Brasil. Smets destacou quatro setores como prioritários no intercâmbio bilateral: portos e transportes, químico-farmacêutico, agrícola-alimentar e pesquisa e desenvolvimento. Uma visita ao Brasil do secretário de Estado de Comércio Exterior da Bélgica, Pieter De Crem, está prevista para a primeira quinzena de março. Na agenda da visita, serão realizados encontros entre empresários dos dois países.

Para o ministro, esta será uma ocasião importante para dinamizar as relações comerciais entre Brasil e Bélgica. “Nossa corrente de comércio apresentou uma certa estagnação nos últimos cinco anos e, agora, há uma oportunidade para encontrar pontos de interesse para retomar o fluxo comercial e fazer este relacionamento mais produtivo”, comentou Armando Monteiro.

Intercâmbio Comercial

Em 2014, o Brasil exportou para a Bélgica US$ 3,286 bilhões. Já o mercado belga vendeu para o Brasil US$ 1,849 bilhão, gerando um superávit para o lado brasileiro de US$ 1,437 bilhão. A corrente de comércio entre os dois países somou US$ 5,136 bilhões, sendo a Bélgica o vigésimo parceiro comercial do Brasil.

Os principais produtos vendidos pelo Brasil à Bélgica, em 2014, foram: café em grão (US$ 548 milhões), suco de laranja não congelado (US$ 435 milhões), fumo em folhas (US$ 418 milhões), suco de laranja congelado (US$ 248 milhões) e minério de ferro (US$ 200 milhões).

Os principais bens que o mercado belga vendeu para o Brasil, no mesmo período, foram: medicamentos (US$ 337 milhões), inseticidas (US$ 126 milhões), sulfato de amônio (US$ 88 milhões), automóveis de passageiros (US$ 66 milhões) e malte (US$ 62 milhões).

Informações do MDIC (www.mdic.gov.br)