EUBrasil confiante em novo governo Dilma: Espera mais Brasil na Europa e mais Europa no Brasil

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A Associação EUBrasil tem certeza de que a equipe da presidente reeleita tem experiência suficiente para proceder mudanças robustas na política econômica e monetária, com a finalidade de garantir maior confiabilidade aos investidores nacionais e estrangeiros. A associação espera que haja mais Brasil na Europa e mais Europa no Brasil.

O presidente da EUBrasil, Luigi Gambardella, felicita o povo brasileiro pela escolha, respeitando os governos do PT pela grande gama de políticas de proteção social, não só a transferência de renda com Bolsa Família, mas também sistema de cotas universidades públicas, crédito para universidade privada, política vigorosa de valorização do salário mínimo, acesso a crédito.

Acredita, entretanto, que a partir do dia 1° de janeiro de 2015 a presidente reeleita terá pela frente uma série de decisões difíceis a serem tomadas. Não apenas resolver as questões do sistema de saúde, da segurança pública e da reforma tributária. Na sua opinião, seu maior desafio será controlar a inflação e fazer os investimentos importantes que o País precisa para crescer.

¨O combate à inflação e seu retorno de forma rápida ao centro meta (traçada inicialmente), além da busca da taxa de câmbio próxima da neutralidade, reafirmando o tripé que foi respeitado na primeira gestão de Lula: inflação baixa, câmbio flutuante e superávit primário¨, diz Gambardella.

“Essas são as chamadas medidas impopulares, porque significam redução de gastos que brigarão contraditoriamente com os investimentos que devem ser feitos em infraestrutura”, completa o presidente da EUBrasil.

Política externa

O presidente da EUBrasil, Luigi Gambardella, espera que a presidente reeleita retome as negociações União Europeia-Mercosul, como prometeu em sua campanha.

Durante o encontro que teve com a chanceler Angela Merkel, em junho, Rousseff reafirmou a determinação do Brasil e do Mercosul em avançar as negociações do acordo de associação comercial com a União Europeia, que permitirá ao país ampliar e diversificar as trocas comerciais. Palavras da presidente na ocasião, lembra Gambardella.

“Precisamos de mais Brasil na Europa e mais Europa no Brasil, um acordo de livre comércio entre UE e Mercosul aumentaria os ganhos de bem-estar dos consumidores e das empresas. Graças ao acordo, o comércio entre as duas regiões cresceria de forma significativa. Além disso, haveria um reforço dos investimentos nos dois sentidos. Barreiras tarifárias e não-tarifárias retêm uma quantidade significativa de negócios e investimentos e privam os consumidores e exportadores de benefícios consideráveis”, diz Gambardella.

UE e Mercosul negociam desde o ano de 2000 um acordo de associação, no qual se inclui um pacto de livre-comércio, mas o diálogo ficou estagnado até 2010 e, desde que foi retomado, em 2010, avançou com grande lentidão.

Campanha

“A dureza da campanha política contribuiu para um ambiente de forte polarização do eleitorado favorecendo atitudes de rejeição extrema em ambos os lados, e que isto pode criar dificuldades e divisões na hora de promover e aplicar as políticas necessárias para relançar o crescimento sustentável do país. E que portanto, fazemos votos para que o presidente eleito possa restabelecer a concórdia e o consenso, fundamentais para evitar a paralisia das importantes decisões e das ações que terão de ser implementadas”, analisa Alfredo Valladão presidente do conselho consultivo da Associação.

Dilma governará até 2018, quando o PT completará 16 anos no poder. Nunca na história verdadeiramente democrática do Brasil um único partido comandou o país por tanto tempo.