Acordo entre Mercosul e União Europeia não deve sair este ano

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O governo brasileiro não está mais esperando fechar em 2014 um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Segundo publicou o jornal brasileiro Folha de São Paulo, a resistência dos europeus, a troca de comando no bloco e as eleições presidenciais no Brasil em outubro teriam esfriado a possibilidade.

De acordo com assessores do governo ouvidos pelo jornal, a UE teria recuado e não está mais empenhada em trocar propostas. A administração de Dilma Rousseff chegou a apostar numa evolução entre janeiro e março deste ano e, em seguida, confiou que seria possível trocar propostas até junho. Negociadores do Mercosul já haviam alertado que as tramitações teriam de ficar para 2015, caso não fossem acertadas até a Copa do Mundo.

A troca de comando, tanto no Brasil, prevista para outubro, quanto na Europa, teria sido um dos principais motivos do recuo. Divergências no Mercosul também teriam influenciado. A proposta do bloco sul-americano já estava praticamente pronta, mas ainda faltavam ajustes, como o prazo de carência oferecido aos europeus para que os produtos começassem a ter os impostos reduzidos.

Déficit do Brasil nas transações de serviços com a UE soma € 8 bilhões

A UE obteve com o Brasil o sexto maior superávit na sua balança de serviços, alcançando € 8 milhões de euros, segundo dados divulgados pelo serviço de estatística da UE, o Eurostat. Ao total, no ano passado, o Brasil importou € 14.037 bilhões em serviços da Europa e exportou apenas € 6.375 bilhões.

O Brasil não figura entre os cinco principais parceiros comerciais do bloco europeu em serviços. Os maiores negociadores com a Europa nesse setor são: Estados Unidos, Suíça, China, Rússia e Japão.

Os dados podem indicar, segundo o site Monitor Digital, que ter a Europa e os Estados Unidos como principais parceiros estratégicos pode levar o país a ampliar a posição de exportador de bens primários e importador de bens tecnológicos e os serviços agregados a estes.