Luigi Gambardell​a, Presidente da EUBrasil e Alfredo Valladão, Presidente do Advisory Board da EUBrasil, em missão no Brasil em Agosto para criar novas parcerias entre a União Européia e o Brasil

Luigi Gambardella, Presidente da EUBrasil e Alfredo Valladão, Presidente do Advisory Board da EUBrasil viajarão para Brasília e São Paulo no começo de Agosto – do dia 5 ao dia 9 – a fim de realizar uma nova missão estratégica para o desenvolvimento das atividades da Associação, cujo objetivo é promover o diálogo entre o Brasil e a União Européia, apoiando o desenvolvimento das relações comerciais e das atividades entre os dois parceiros.

Apesar da crise econômica mundial, a parceria entre o Brasil e a União Européia permanece forte, a nível empresarial assim como cultural: em 2012, 48% dos IDEs enviados ao Brasil foram Europeus (32 bn $) e também as exportações da Europa para o Brasil têm mantido uma taxa de crescimento positiva.

De acordo com os dados do Eurostat, as exportações da UE para o Brasil aumentaram de 35,7 bilhões de euros em 2011 para 39,5 bilhões em 2012, enquanto no mesmo período as importações caíram de 38,9 bilhões para 37 bilhões. Como resultado, o déficit do comércio de bens da União Européia com o Brasil em 2011 (de 3,1 bilhões) transformou-se em um excedente de 2,5 bilhões de Euros em 2012. O Brasil foi responsável por pouco mais de 2% do saldo do comércio exterior da UE.

Neste clima objetivo, propositivo e sensível às mudanças globais, a EUBrasil, baseada em Bruxelas, deseja continuar sendo a ponte de comunicação entre os dois atores internacionais.

Durante sua permanência no Brasil, Alfredo Valladão e Luigi Gambardella encontrarão os representantes das instituições, da indústria e do mundo acadêmico brasileiro, com o objetivo de organizar novas atividades e parcerias.

“As negociações UE-Mercosul estão num impasse muito grande: o primeiro problema é representado pela oposição de alguns membros (Argentina e Venezuela) ao avanço das negociações do acordo de livre comércio”, declarou Alfredo Valladão, Presidente do Advisory Board.

“O outro, do lado europeu, é representado pelo lobby agrícola, hostil a qualquer concessão e suficientemente poderoso para manter refém tanto Bruxelas quanto as autoridades nacionais européias.
Para o Brasil, o dilema é bastante simples: como avançar em direção a um acordo com a Europa sem comprometer a relação estratégica com o governo “über-protecionista” da Argentina.
Atualmente, existem dois possíveis caminhos paralelos que poderiam se reforçar mutuamente. O primeiro é ir em frente com um conjunto de acordos bilaterais UE-Brasil sobre ‘qualquer coisa excluído o comércio’ (mais precisamente: excluídas as tarifas).
Com vontade política forte, esse caminho poderia ser percorrido sem colocar em risco o Mercosul, e poderia também fortalecer o lado brasileiro na promoção do segundo caminho: o seqüenciamento das negociações bi-regionais. O Mercosul seria mantido como um ‘guarda-chuva’ de negociações permitindo que cada país membro possa adotar compromissos e programas de liberalização com ritmos e abrangência distintas”.